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Segunda-feira, 25 de Dezembro de 2006
REFERENDO AO ABORTO

EU VOTO NÃO

 

            A actualidade impera nas nossas cabeças. Desta vez o referendo do dia 11 de Fevereiro anda às voltas dentro da minha.

            A minha decisão está tomada há já muito tempo; Eu voto “não”. O meu voto vai pelo “não” depois de alguma meditação, de algumas considerações mas, sobretudo sem influência de terceiros.

            Durante o meu período de reflexão decidi tentar responder a várias perguntas:

 PORQUÊ AS 10 SEMANAS E NÃO MAIS? –

 Dos meus conhecimentos escolares de biologia sei que até às 12 semanas o feto é um aglomerado de células e, que por volta das 12 semanas aparecem as formas básicas dos braços e das pernas (o feto começa a apresentar uma forma mais humana). Será que pensam que a forma do feto muda a natureza do acto?!

Para mim as 10 semanas não têm justificação, são uma desculpa.

- QUAL A DIFERENÇA ENTRE O DIA 1 E OS 9 MESES? -

            Não é necessário ser doutor para saber que não pode existir um bebé instantâneo com 9 meses. Não pode haver bebé de 9 meses sem o dia 1. Todos os dias até ao nascimento são imprescindíveis e são vida.

- PLANEAMENTO FAMILIAR, EXISTE? –

O planeamento da família não me parece ser prioridade deste governo nem dos que lhe antecederam, é cada um por si.

 A educação sexual é zero e da educação moral nem falo. No passado era a desculpa do analfabetismo e falta de cultura da população. Hoje a culpa só pode ser de quem nos educou. Aqueles que disseram que os seus avós não sabiam e que nada fizeram para que os seus filhos aprendessem, é desses a culpa.

Não sou radical ao ponto de dizer que o preservativo é proíbido, eu sou a favor do seu uso em determinadas circunstâncias, sou é contra todas as pessoas que o usam de forma promíscua. É a formação moral das pessoas que as guia pelos caminhos da vida.

-APOIO À MATERNIDADE, À FAMILIA E A MENORES, EXISTE? –

            Os abonos são valores irrelevantes, a saúde e educação gratuitos, tal como estão consagrados na constituição, são uma miragem.

            A lei de adopção é tão limitativa que os pressupostos socio-económicos para se poder adoptar uma criança, aplicados às famílias com filhos naturais, fariam com que estas tivessem que entregar os seus filhos. Quantos casais vivem com o ordenado mínimo e têm filhos nos primeiros anos de casamento?!

            A lei da maternidade dá agora os primeiros passos. Bem se sabe que mais por razões médicas do que por razões económicas.

-O QUE ME DIZEM AS AMIGAS QUE FIZERAM ABORTOS? –

            Nas minhas relações existem mulheres que abortaram por vontade própria. Não há nenhuma que não recorde o dia, como se de um parto com nado morto se tratasse e, dizem que carregam a culpa até ao caixão. Todas referem que até se tinha criado, era mais aperto de cinto. Até assisti à mágoa de uma que perdeu o filho num acidente e ficou sem ninguém.

-A RESPONSABILIDADE JURIDICA DA MULHER?

            Como se diz: “- quem nunca pecou que atire a primeira pedra”.

Raras são as mulheres que o fazem sozinhas. Há sempre quem viva da cultura da morte, esses são uns dos culpados. Mas não estão sós, porque o legislador é o primeiro culpado pela falta de protecção à família.

 

 

-A MINHA CONSCIÊNCIA O QUE ME DIZ? –

            A minha formação diz-me: - não matarás. É tão imperativo que mais não é necessário.

*****

            Como posso eu votar “sim”? Se o “não matarás” não estivesse acima de tudo, mesmo assim havia tanto por fazer:

- Apoio à família,

-Planeamento familiar,

-Educação moral e sexual,

-etc., …

Não posso apoiar um legislador que se quer livrar das suas obrigações. Ao votar “sim" eu estaria a dar ao legislador a possibilidade de resolver os problemas da forma mais fácil. Um aborto fica mais barato do que os abonos de uma criança até aos 18 anos, do que o aleitamento e a licença de maternidade, do que a sua educação, do que o parto, do que pagar a uma instituição de órfãos ou crianças abandonadas, etc.…. Talvez seja mais barato criar robots?! Já que a vida humana não tem valor algum para este legislador.

            Por tudo isto e, mais algumas coisas que não penso serem necessárias neste momento, a minha resposta só pode ser: - NÃO À MORTE, NÃO À INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ.



publicado por filhodocouco às 17:24
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